Se apagar pra caber
Tem coisa nossa que fica pra trás
Eu já tive, e ainda tenho, medo.
Medo de me posicionar. Medo de causar conflito. Medo de ser incômodo. Medo de ocupar espaço demais em lugares onde, desde cedo, aprendi que o ideal era caber pela metade.
Esse medo ainda mora em mim.
Eu não vou te prometer que ele desaparece. Ele não desaparece. O que muda é outra coisa.
Ele deixa de ser quem decide por você.
Bom, pelo menos se você deixar que isso aconteça.
A verdade é que, durante muito tempo, eu fugi de mim. Fugi do que eu sentia porque achava que era sensível demais. Fugi de certas camadas porque olhar para elas doía, e doía muito.
Fugi porque tinha vergonha de ser quem eu era.
Fugi porque achava que o que eu fazia, o que eu sentia, o que eu desejava, nunca era bom o suficiente.
Sem perceber, fui me diminuindo. Fui vivendo uma vida que não era a vida que eu queria viver.
Mas existe um ponto pouco falado nisso tudo: a gente não se apaga do nada.
A gente aprende.
Desde cedo, aprendemos quais partes nossas são bem-vindas e quais precisam ser escondidas para sobreviver no contexto onde fomos criadas.
Aprendemos a existir pela metade porque, em muitos ambientes, o inteiro assusta.
O inteiro é repreendido.
O inteiro é rejeitado.
O inteiro, às vezes, sofre violência.
Então a gente esconde.
E esconde tão bem que, uma hora, não encontra mais.
Por isso eu acredito, e aprendi vivendo, que o medo de existir começa a parar de guiar suas escolhas não quando você se força a ser uma pessoa corajosa, mas quando começa a abraçar em si o que aprendeu a esconder.
Autoconhecimento não é criar uma versão melhor de si. É se tornar quem você sempre foi, antes das travas.
E esse caminho não é uma busca. É um resgate.
Foi a partir disso que nasceu o Raízes que Tocam o Inferno.
Esse livro é um pedaço da minha jornada pessoal. Não é um manual, não tem promessa de cura. É mais como uma travessia.
Nele, eu falo sobre como nos apagamos, o que sustenta nossos padrões de autossabotagem, de onde vem o medo de ser, e o que nos afasta de uma vida com mais energia, presença e verdade.
O caminho é organizado em três níveis:
→ A descida, onde começamos a olhar o que foi escondido.
→ O fogo, onde aprendemos a interpretar tudo isso sem nos negar.
→ A semente, onde levamos esse olhar para a vida real, acontecendo de verdade.
Não é fácil. Não é rápido. E não termina quando a leitura acaba.
É uma jornada que eu sigo vivendo.
E a proposta do livro é simples e profunda.
Que você não precise atravessar isso sozinha.
Se você sente essa agonia silenciosa de existir na própria pele,
se percebe que vive se diminuindo para caber,
se intui que existe algo em você pedindo resgate,
talvez esse seja um bom lugar para começar.
Raízes que Tocam o Inferno está disponível aqui:



Com verdade,
Maia Souza
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Aqui o papo é sobre como viver uma vida onde a gente não precisa se trair ou se diminuir pra caber em lugares que não são nossos.




Leiam galera!!!
A vida de vocês nunca mais vai ser a mesma!
Obrigada por tudo amg 🤍